Com o lançamento do programa PLANETA VERDE, o Instituto Alok busca contribuir para ações de reflorestamento, restauração e preservação de ecossistemas nos variados biomas.
As ações levam também em consideração a qualidade de vida das populações locais, seu empoderamento e protagonismo, incluindo sempre que possível a geração de renda.
No Acre, a iniciativa “Campo da Fartura – Faça Florescer Floresta”, em parceria com a SOS Amazônia, iniciou a criação de uma agrofloresta num processo de restauração de 7 hectares (70 mil metros quadrados) que foi degradado por uma queimada criminosa em 2019.
No território funciona o Centro Huwã Karu Yuxibu, idealizado pelo líder espiritual e artista Mapu Huni Kuin para a segurança alimentar dos povos indígenas que vivem na periferia de Rio Branco, para preservação da cultura, da medicina sagrada e das práticas espirituais do povo Huni Kuin.
Mapu é o intérprete da canção Yube Mana Ibubu, gravada com Alok no álbum “O Futuro Ancestral”.
“É um sonho que se realiza. Quando essa terra foi queimada pensei que todo meu sonho estava destruído, mas veio uma certeza de que poderia recuperar a vida daquela floresta tão linda. Temos uma parceria profunda com o Instituto Alok, que chamamos Campo da Fartura e inclui também a construção do restaurante Pit Kuin, já realizado no Centro Huwã Karu Yuxibu. Faltava desenvolver a agrofloresta, que agora será concretizada com a união do Instituto Alok com a AirBnb e a SOS Amazônia”, diz Mapu.
A SOS Amazônia, responsável pelo reflorestamento, construiu um viveiro comunitário com capacidade para produzir anualmente 15 mil mudas de espécies florestais, frutíferas e palmeiras, além de oferecer assistência técnica, insumos, ferramentas e um sistema de irrigação para garantir a sobrevivência das mudas durante a estação seca.
Também foi construída uma horta comunitária que irá garantir a segurança alimentar das 15 famílias que vivem hoje no Centro, além de gerar renda para a comunidade.
Em fevereiro de 2025, a equipe do Instituto Alok esteve presente no Campo da Fartura e participou do plantio de quase 2 mil mudas, ao lado de voluntários da SOS Amazônia, professores e estudantes da Universidade Federal do Acre e de toda a comunidade Huni Kuin presente.
Até julho de 2025, o projeto já realizou:
- Construção do viveiro comunitário, com capacidade ampliada para 15 mil mudas por ano.
- Aquisição de insumos, ferramentas e equipamentos para produção de mudas e manejo da área.
- Contratação de trabalhadores locais para apoiar o viveiro e o plantio.
- Preparo do solo com roçagem, abertura de berços e plantio de leguminosas para recuperação da área.
- Implantação do sistema de irrigação em 7 hectares.
- Produção e entrega de 4.850 mudas de espécies florestais, frutíferas e medicinais.
- Realização de mutirão comunitário de plantio, com cerca de 80 participantes.
- 12 visitas técnicas e oficinas formativas, integrando saberes tradicionais e práticas agroecológicas.







De acordo com Adair Duarte, líder de Restauração Florestal da SOS Amazônia, o plantio de agrofloresta promove a recomposição da paisagem florestal, garantindo a oferta de serviços ecossistêmicos. “Além de proteger o solo e as águas, a agrofloresta contribui para a oferta de alimentos, o que impacta positivamente na segurança alimentar das famílias e no funcionamento do restaurante Piti Kuin, voltado à gastronomia tradicional indígena e desponta como alternativa de trabalho e renda na comunidade”, comenta Adair.
Saiba mais:
SOS Amazônia
Responsável técnico pelo projeto de reflorestamento, a SOS Amazônia é uma ONG fundada em 1988, em Rio Branco, Acre. Entre seus fundadores esteve o líder ambiental Chico Mendes. A SOS desempenha importante papel nas Unidades de Conservação do Estado, onde também apoia a implementação de políticas públicas de conservação e de apoio às comunidades rurais.
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