Alok
“Precisamos plantar, já! É urgente! A própria natureza é a solução, as árvores são a tecnologia para o enfrentamento da crise climática. Precisamos reflorestar em uma escala enorme no Brasil e em todo o Planeta, e quero fazer minha parte com o Programa PLANETA VERDE. Temos que preservar o que ainda existe e temos também que plantar, é urgente!”
Com o programa PLANETA VERDE, apoiado pelo Fundo Comunitário Airbnb, o Instituto Alok busca contribuir para ações de reflorestamento, restauração e preservação de ecossistemas nos variados biomas.
As ações levam também em consideração a qualidade de vida das populações locais, seu empoderamento e protagonismo, incluindo sempre que possível a geração de renda.

Os primeiros projetos apoiados pelo Programa acontecem nos biomas da Amazônia (Acre e Pará), Cerrado e Caatinga.
Amazônia
Marajó – Agrofloresta em Família

No Pará, o programa PLANETA VERDE une-se ao IEB – Instituto Internacional de Educação do Brasil e com organizações e famílias do Arquipélago do Marajó através do projeto “Marajó – Agrofloresta em Família”
As mulheres são, em sua maioria, agro-extrativistas e ribeirinhas.
A ação acontece nos municípios de Breves, Curralinho, Melgaço, Muaná, Portel e São Sebastião da Boa Vista, região recordista em desmatamento e com um dos piores Índices de Desenvolvimento Humano do país.
Em fevereiro de 2025, o projeto recebeu a equipe do Instituto Alok que esteve presente no plantio na cidade de Breves com a participação de 50 pessoas. Desde então, os trabalhos seguiram em ritmo acelerado e, até abril do mesmo ano, os resultados foram:
- 76,01 hectares de sistemas agroflorestais já implantados;
- 66.891 mudas plantadas com a participação ativa de 80 famílias.
Do ponto de vista econômico, R$100.336,50 foram repassados por meio de cooperativas parceiras, beneficiando diretamente 44 famílias.





O projeto utiliza a metodologia de Sistema Agroflorestal (SAF), que permite que dentro de uma mesma área sejam feitos cultivos de árvores (como Andiroba, Jatobá e Pracaxi), palmeiras (como açaí e pupunha), espécies agrícolas/frutíferas de ciclo longo e curto (como cacau, cupuaçu, abacaxi, mandioca, mamão e banana). Essa diversidade garante a recuperação de serviços ecossistêmicos, além de gerar renda em curto, médio e longo prazo para as famílias. O SAF é uma estratégia importante para a segurança e soberania alimentar das famílias locais.
Segundo Manuel Amaral, coordenador executivo do IEB, “a parceria com o Instituto Alok e o Fundo Comunitário da AirBnB é estratégica porque impulsiona a restauração produtiva em uma área que tem um importante papel na proteção do ecossistema amazônico e que tem sofrido grande pressão de desmatamento. A implantação de viveiros e de SAFs promove o engajamento das famílias no território, impulsionando uma economia local baseada na agrofloresta e na diversificação da produção e da renda, contribuindo também para a soberania e a segurança alimentar dos moradores da região”.
Campo da Fartura – Faça Florescer Floresta

No Acre, a iniciativa “Faça Florescer Floresta – Campo da Fartura”, em parceria com a SOS Amazônia, iniciou a criação de uma agrofloresta num processo de restauração de 7 hectares (70 mil metros quadrados) que foi degradado por uma queimada criminosa em 2019.
No território funciona o Centro Huwã Karu Yuxibu, idealizado pelo líder espiritual e artista Mapu Huni Kuin para a segurança alimentar dos povos indígenas que vivem na periferia de Rio Branco, para preservação da cultura, da medicina sagrada e das práticas espirituais do povo Huni Kuin.
Mapu é o intérprete da canção Yube Mana Ibubu, gravada com Alok no álbum “O Futuro Ancestral”.
“É um sonho que se realiza. Quando essa terra foi queimada pensei que todo meu sonho estava destruído, mas veio uma certeza de que poderia recuperar a vida daquela floresta tão linda. Temos uma parceria profunda com o Instituto Alok, que chamamos Campo da Fartura e inclui também a construção do restaurante Pit Kuin, já realizado no Centro Huwã Karu Yuxibu. Faltava desenvolver a agrofloresta, que agora será concretizada com a união do Instituto Alok com a AirBnb e a SOS Amazônia”, diz Mapu.






A SOS Amazônia, responsável pelo reflorestamento, construiu um viveiro comunitário com capacidade para produzir anualmente 15 mil mudas de espécies florestais, frutíferas e palmeiras, além de oferecer assistência técnica, insumos, ferramentas e um sistema de irrigação para garantir a sobrevivência das mudas durante a estação seca.
Também foi construída uma horta comunitária que irá garantir a segurança alimentar das 15 famílias que vivem hoje no Centro, além de gerar renda para a comunidade.
Em fevereiro de 2025, a equipe do Instituto Alok esteve presente no Campo da Fartura e participou do plantio de quase 2 mil mudas, ao lado de voluntários da SOS Amazônia, professores e estudantes da Universidade Federal do Acre e de toda a comunidade Huni Kuin presente.
De acordo com Adair Duarte, líder de Restauração Florestal da SOS Amazônia, o plantio de agrofloresta promove a recomposição da paisagem florestal, garantindo a oferta de serviços ecossistêmicos. “Além de proteger o solo e as águas, a agrofloresta contribui para a oferta de alimentos, o que impacta positivamente na segurança alimentar das famílias e no funcionamento do restaurante Piti Kuin, voltado à gastronomia tradicional indígena e desponta como alternativa de trabalho e renda na comunidade”, comenta Adair.
Cerrado
Articulação Veadeiros
Na Chapada dos Veadeiros (GO), em parceria com a FUNATURA (Fundação Pró-Natureza), o Instituto Alok apoia a “Articulação Veadeiros”: uma resposta territorial coordenada e permanente frente à ameaça dos incêndios florestais, protegendo um dos territórios mais biodiversos do mundo.
O projeto fortalece a Rede de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), que conta com 39 reservas e protege mais de 15.700 hectares (157 milhões de metros quadrados, área equivalente a 15 mil campos de futebol) no entorno do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, formando um verdadeiro cinturão de proteção. Por meio da criação formal da Articulação Veadeiros, sociedade civil, empresas e governo unem forças para prevenir incêndios e garantir uma primeira resposta rápida e eficiente, substituindo ações isoladas por um modelo estruturado de gestão compartilhada do fogo.
🔗 Saiba mais sobre a Articulação Veadeiros
Plantando Caminhos da Água
Também na Chapada dos Veadeiros, em parceria com a Rede Sementes do Cerrado, a iniciativa “Plantando Caminhos da Água” foca na recuperação de 6 hectares (60 mil metros quadrados, equivalentes a seis campos de futebol) da Vereda dos Ingleses — área estratégica para a manutenção dos cursos d’água e da biodiversidade no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás. As veredas funcionam como “caixas d’água” do Cerrado, mas vêm sofrendo com incêndios e gramíneas invasoras.
O projeto une conservação ambiental e protagonismo comunitário: por meio de mutirões de plantio e semeadura direta com sementes nativas, beneficia diretamente cerca de 240 famílias de coletores da região, compostas majoritariamente por mulheres (77%) e populações quilombolas Kalunga, assentados da reforma agrária e agricultores familiares.
🔗 Saiba mais sobre Plantando Caminhos da Água
Caatinga
Ecoturismo e Desenvolvimento na Caatinga
No semiárido brasileiro, apoiamos o projeto “Ecoturismo e Desenvolvimento na Caatinga”, da Associação Caatinga, que acontece na Reserva Natural Serra das Almas, um território de 6.285 hectares (62 milhões de metros quadrados, equivalente a 6 milhões de campos de futebol) entre o Ceará e o Piauí, sendo considerado um Posto Avançado da Reserva da Biosfera pela UNESCO.
As ações incluem a construção de um mirante na Trilha do Nascente, com baixo impacto ambiental, e o mapeamento de um roteiro ecoturístico regional que conecta atrativos naturais e culturais, estimulando a economia das comunidades do entorno.
O projeto beneficia diretamente 380 pessoas, priorizando mulheres e jovens em situação de vulnerabilidade, por meio de visitas guiadas a escolas públicas (“Caatinga vai à escola, escola vai à Caatinga”), oficinas de produção de artesanato e biojoias a partir da sociobiodiversidade local, como também ações lúdicas de combate à caça ilegal com teatro de fantoches para mobilizar crianças e jovens (“Todos contra a caça”).
🔗 Saiba mais sobre Ecoturismo e desenvolvimento na Caatinga
“O Airbnb acredita no poder transformador do turismo sustentável, e já beneficiou, através de seu Fundo Comunitário, diversas iniciativas nos últimos anos. Com a doação ao Instituto Alok, reforçamos nosso compromisso de gerar impacto positivo e duradouro, através de projetos que promovem a recuperação do meio ambiente e o empoderamento das comunidades locais.”








