Em 2026, o Instituto Alok reafirma seu compromisso com a preservação ambiental através da segunda fase do programa PLANETA VERDE – com apoio do Fundo Comunitário Airbnb – buscando contribuir para ações de reflorestamento e restauração de ecossistemas nos variados biomas brasileiros.
No coração do Brasil, em parceria com a Rede Sementes do Cerrado e participação da Associação Cerrado de Pé e do Viveiro Escola (Viveiro de Mudas Nativas do Cerrado), a iniciativa “Plantando Caminhos da Água” foca na recuperação de uma área de 6 hectares (60 mil metros quadrados, equivalente a seis campos de futebol) da Vereda dos Ingleses, uma área estratégica para a manutenção dos cursos d’água e da biodiversidade no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás.

Fotografias cedidas pela Rede Sementes do Cerrado
As veredas são fundamentais para o equilíbrio hídrico do Cerrado, atuando como “caixas d’água” que alimentam nascentes e rios. No entanto, esse ambiente vem sofrendo com incêndios recorrentes e o avanço de gramíneas exóticas invasoras, que sufocam a vegetação nativa e reduzem a capacidade de retenção de água do solo.
Protagonismo Comunitário
O projeto une a conservação ambiental ao fortalecimento da cadeia socioprodutiva local. A restauração de 6 hectares será realizada através de mutirões de plantio e semeadura direta, utilizando-se mudas preparadas pelo Viveiro Escola (iniciativa do Instituto Caminho do Meio) e também sementes nativas coletadas pela Associação Cerrado de Pé (associação comunitária de coletores e restauradores).

A iniciativa impacta diretamente cerca de 240 famílias de coletores da região, compostas majoritariamente por mulheres (77%) e populações quilombolas Kalunga, assentados da reforma agrária e agricultores familiares.
“O Cerrado é o berço das águas do Brasil. Para que a restauração seja efetiva, ela precisa estar enraizada no território, valorizando os saberes tradicionais e promovendo geração de renda alinhada à conservação”, destaca Anabele Gomes, Presidente da Rede Sementes do Cerrado.


























Ações e Impactos Esperados:
Até o final de sua execução, o projeto prevê alcançar:
- 6 hectares em processo de restauração ecológica.
- Plantio de 2.000 mudas produzidas pelo viveiro-escola local.
- Aquisição de pelo menos 150 kg de sementes nativas de base comunitária.
- Realização de mutirões participativos envolvendo turistas e a comunidade local para sensibilização sobre o papel das águas e das veredas.
- Controle de espécies invasoras e manejo adaptativo para garantir a sobrevivência da vegetação nativa.
A integração entre a restauração inclusiva e o turismo consciente no Parque Nacional fortalece o vínculo da sociedade com o Cerrado, transformando visitantes e moradores em guardiões desse bioma.
Sobre a Rede Sementes do Cerrado:
A Rede de Sementes do Cerrado (RSC) é uma associação civil sem fins lucrativos e OSCIP que atua como referência nacional na cadeia da restauração ecológica, conectando coletores comunitários, pesquisadores e articuladores políticos para conservar o bioma. Fundada em 2001 com apoio da UnB e credenciada pelo Ministério da Agricultura desde 2013, a organização estrutura, desde 2017, um mercado de sementes de base comunitária que promove o comércio justo e a geração de renda. Com forte atuação na Chapada dos Veadeiros (GO) e expansão para estados como MG, BA, TO e PA, a RSC fortalece o protagonismo de comunidades locais por meio de capacitação e assistência técnica, desenvolvendo soluções sustentáveis para manter o Cerrado vivo e produtivo.
Apoie você também:
Outras organizações participantes:
Associação Cerrado de Pé
Organização comunitária de coletores e restauradores que trabalha na conservação do Cerrado e na geração de renda para comunidades tradicionais da Chapada dos Veadeiros.
Apoie você também:
Viveiro Escola
Localizado na Aldeia do CEBB Alto Paraíso, na Chapada dos Veadeiros (GO), o Viveiro-Escola é uma iniciativa do Instituto Caminho do Meio de Alto Paraíso (ICMAP) que integra o cultivo de espécies nativas do Cerrado à educação ambiental. Construído em 2023, a iniciativa atua como um polo de proteção e restauração do bioma, combinando práticas técnicas de conservação com a formação e conscientização da comunidade local.
Apoie Você também:
Sobre o Fundo Comunitário Airbnb:
Criado em 2020, o Fundo Comunitário do Airbnb faz parte do nosso compromisso de servir às partes interessadas no Airbnb e dar nossa contribuição para as localidades onde atuam os anfitriões. O Fundo Comunitário distribuirá US$ 100 milhões até o final de 2030 para fortalecer comunidades no mundo todo. A organização trabalha em estreita colaboração com seus parceiros e anfitriões para identificar causas prioritárias e apoiar instituições que geram impacto real nessas regiões. Entre os pilares de atuação, destacam-se questões como sustentabilidade ambiental, empoderamento econômico, saúde mental e combate ao abuso e à exploração.



