O Instituto Alok apoia a realização do VII Festival Internacional de Cinemas dos Povos (FIFEP), que acontece de 15 a 20 de outubro de 2026, em Belém (PA). Promovido pela Pupunha Produções, o festival reúne cinema, cultura, memória e diversidade em uma programação gratuita dedicada à valorização das narrativas dos povos indígenas e das comunidades tradicionais.
Em sua sétima edição, o FIFEP será realizado no Cine Líbero Luxardo, e reunirá realizadores, pesquisadores, estudantes, artistas, comunidades e público em diferentes atividades, fortalecendo a circulação de produções audiovisuais indígenas, etnográficas e documentais.
Ao longo dos seis dias de programação, o Festival estima receber aproximadamente 1.500 participantes nas diferentes atividades do festival.
Para acompanhar as novidades e conhecer a programação do festival, acesse o site oficial: festivaldopara.com.br/2026/
O FIFEP atua como espaço de circulação e encontro, contribuindo para que diferentes narrativas cheguem a novos públicos e para que realizadores indígenas tenham espaço para apresentar suas próprias perspectivas.
A iniciativa também promove o intercâmbio entre diferentes campos do conhecimento e fortalece o audiovisual como ferramenta de valorização da memória, da diversidade cultural e dos direitos dos povos indígenas.
Nas imagens abaixo, cartazes de alguns dos filmes das mostras.



Vídeo nas Aldeias
Um dos grandes destaques desta edição é uma homenagem aos 40 anos da iniciativa Vídeo nas Aldeias, projeto que possui uma trajetória de grande relevância para o cinema indígena brasileiro e internacional.
Criado e dirigido por Vincent Carelli (foto abaixo), as ações do projeto Vídeo nas Aldeias tornaram-se referência na formação de cineastas indígenas e no fortalecimento da autonomia dos povos originários para produzir e compartilhar suas próprias narrativas.
Ao longo de quatro décadas, o projeto contribuiu para ampliar a presença dos povos indígenas no audiovisual, não apenas como personagens diante das câmeras, mas como realizadores de suas próprias histórias, perspectivas e conhecimentos.
A homenagem do FIFEP reconhece essa trajetória e o impacto provocado por décadas de produção, formação e circulação de filmes realizados em diálogo com diferentes povos indígenas.


Mais do que a exibição de filmes
Durante seis dias, o público poderá participar gratuitamente de uma programação que reúne diferentes experiências cinematográficas, culturais e formativas.
Entre as atividades previstas estão:
- Mostra Competitiva Divino Tserewahu, dedicada ao cinema indígena;
- Prêmio Jean Rouch, voltado ao filme etnográfico;
- sessões especiais de produções audiovisuais;
- conferências e mesas de debate;
- rodas de conversa com convidados e realizadores;
- oficinas e workshops;
- homenagem aos 40 anos do Vídeo nas Aldeias.
A programação busca aproximar o público das produções indígenas e etnográficas, estimulando o diálogo entre cineastas, pesquisadores, universidades, organizações indígenas e sociedade civil.



O apoio do Instituto Alok
O Instituto Alok é o principal apoiador cultural do VII Festival Internacional de Cinemas dos Povos. A parceria reforça o compromisso do Instituto Alok com iniciativas que valorizam a diversidade e expressão cultural dos povos originários, fortalecem diferentes vozes e criam espaços de encontro e transformação por meio da produção cinematográfica.
Circulando Vozes e Imagens

Por Alessandro Campos
Diretor – VII FIFEP
“A presença do Instituto Alok como principal parceiro do VII Festival Internacional do Filme Etnográfico do Pará tem, para nós, um significado especial. O FIFEP nasceu e cresceu na Amazônia. Ao longo de suas edições, foi se constituindo como um espaço de circulação de filmes, pessoas, ideias e experiências em torno do cinema indígena, do documentário e da antropologia visual. Nesse percurso, uma preocupação sempre nos acompanhou: fazer do festival um lugar onde os povos indígenas não apareçam apenas como personagens das imagens produzidas sobre eles, mas estejam presentes como realizadores, autores, pensadores, curadores e sujeitos de suas próprias maneiras de narrar o mundo. É desse lugar que nossa aproximação com o Instituto Alok ganha sentido.
O Instituto já caminhou conosco em outras edições e, neste ano, essa presença se fortalece e se amplia, tornando-se decisiva para que possamos realizar o festival sem abrir mão daquilo que consideramos essencial.
Realizar um festival independente na Amazônia significa conviver permanentemente com dificuldades de financiamento, mas mesmo diante de todas essas dificuldades, não é qualquer apoio que queremos. As parcerias do FIFEP precisam conversar com sua história, com seus compromissos e com a militância que sustenta o festival. É justamente por isso que nos alegra tanto caminhar com o Instituto Alok.
A trajetória de Alok junto aos povos originários, em experiências como O Futuro é Ancestral e em outros trabalhos realizados com artistas, lideranças e comunidades indígenas, encontra nessa concepção de festival uma interlocução que sentimos como verdadeira. Há uma compreensão comum de que ancestralidade não é alguma coisa imóvel, guardada no passado, mas permanece viva nas maneiras de imaginar o futuro, defender territórios, produzir arte, transmitir conhecimentos, criar novas linguagens e continuar existindo no mundo sem abrir mão da memória…
O encontro entre o Instituto Alok e o FIFEP não se reduz, portanto, à necessidade de tornar possível mais uma edição do festival. Ele se estabelece em torno de questões que reconhecemos como comuns: a defesa da diversidade, o respeito aos povos originários, o reconhecimento de suas formas de produzir conhecimento e a necessidade de fazer circular suas vozes e imagens, fortalecendo sua autoria, sua potência e sua autonomia.”
Sobre a Pupunha Produções
Fundada em 2023 e sediada em Belém (PA), a Pupunha Produções reúne profissionais com experiência na produção audiovisual, pesquisa e difusão da antropologia visual na Amazônia.
A organização desenvolve projetos que articulam cinema, educação, memória, direitos culturais e sustentabilidade, atuando em parceria com universidades, organizações indígenas e instituições públicas.
É responsável pela realização do Festival Internacional de Cinemas dos Povos, iniciativa que promove o intercâmbio nacional e internacional e amplia o acesso da sociedade às narrativas produzidas pelos povos da Amazônia.



